Vida sem amor é morte, porque só o amor pode criar o mundo humano.
Como nos enganamos fugindo do amor!
Como o desconhecemos, talvez com receio de enfrentar
Sua espada coruscante, seu formidável
Poder de penetrar o sangue e nele imprimir
Uma orquídea de fogo e lágrimas.
Entretanto, ele chegou de manso e me envolveu
Em doçuras e celestes amavios.
Não queimava, não siderava; sorria.
Mal entendi, tanto que fui, esse sorriso.
Feri-me pelas próprias mãos, não pelo amor
Que trazias para mim e que teus dedos confirmavam
Ao se juntarem aos meus, na infantil procura do Outro,
O Outro que eu me supunha, o Outro que eu me imaginava,
Quando – por esperteza do amor – senti que éramos um só.

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