Nesses meus vinte e poucos anos de vida, sempre achei que tinha de tudo: uma vida quase sempre confortável, amigos verdadeiros, uma família unida e disposta a fazer qualquer sacrifício por seus membros, uma profissão, uma coragem, um Deus, uma ideia nova a cada dia, um propósito, um objetivo, e por ultimo, mas não menos importante, um amor pra ser para sempre meu.
Contudo, quando algumas situações acometem a vida das pessoas, a tendência é a de que elas se ponham a refletir mais sobre suas próprias experiências. Hoje, com esses meus vinte e poucos anos, ponho-me então a refletir sobre essa minha tal existência. TALVEZ eu tenha tido amigos verdadeiros, uma família unida e disposta a fazer qualquer sacrifício por seus membros, uma profissão, uma coragem, um Deus, uma ideia nova a cada dia, um propósito, um objetivo e um amor para ser pra sempre meu. TALVEZ até eu, por infantilidade ou cegueira, não consegui perceber tudo isso em minha volta.
O fato é que o tempo não para, mesmo que queiramos que ele congele, sobretudo o que se vê, é que os dias passam cada vez mais rápido e a esperança de se ter algo de bom para viver só se estreita mais. Portanto, tenho que dizer: não perderei mais meus segundos preciosos com coisas e/ou pessoas que não são dignas de minha atenção, e meu perfil de desistente, ora, esse perfil nem existia. Eu não sou desistente, nunca desisti, nunca fui acomodada, e tenho o máximo de orgulho em o ser e exibir.
Procura-se por pessoas para os cargos de melhor amigo, melhor amiga, colegas de trabalho, namorado, marido, Deus, pai, mãe e irmãos, e quer saber? De toda a família. Paga-se muito bem.
(Crônica, apenas uma crônica)



