quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Contrato de Vida Nova



Nesses meus vinte e poucos anos de vida, sempre achei que tinha de tudo: uma vida quase sempre confortável, amigos verdadeiros, uma família unida e disposta a fazer qualquer sacrifício por seus membros, uma profissão, uma coragem, um Deus, uma ideia nova a cada dia, um propósito, um objetivo, e por ultimo, mas não menos importante, um amor pra ser para sempre meu.
Contudo, quando algumas situações acometem a vida das pessoas, a tendência é a de que elas se ponham a refletir mais sobre suas próprias experiências. Hoje, com esses meus vinte e poucos anos, ponho-me então a refletir sobre essa minha tal existência. TALVEZ eu tenha tido amigos verdadeiros, uma família unida e disposta a fazer qualquer sacrifício por seus membros, uma profissão, uma coragem, um Deus, uma ideia nova a cada dia, um propósito, um objetivo e um amor para ser pra sempre meu. TALVEZ até eu, por infantilidade ou cegueira, não consegui perceber tudo isso em minha volta.
O fato é que o tempo não para, mesmo que queiramos que ele congele, sobretudo o que se vê, é que os dias passam cada vez mais rápido e a esperança de se ter algo de bom para viver só se estreita mais. Portanto, tenho que dizer: não perderei mais meus segundos preciosos com coisas e/ou pessoas que não são dignas de minha atenção, e meu perfil de desistente, ora, esse perfil nem existia. Eu não sou desistente, nunca desisti, nunca fui acomodada, e tenho o máximo de orgulho em o ser e exibir.
Procura-se por pessoas para os cargos de melhor amigo, melhor amiga, colegas de trabalho, namorado, marido, Deus, pai, mãe e irmãos, e quer saber? De toda a família. Paga-se muito bem.

(Crônica, apenas uma crônica)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Entre o Sr. Orgulho e o Sr. Eu-lírico



Mora, então, na rua da amargura, alguém que não se contenta em não dizer.
Oi, eu sou o orgulho e sou o eu-lírico.
Não sei o porquê, mas mesmo depois das desculpas e de parecer estar tudo bem, continuo a não me sentir feliz. Realmente não sei. Talvez seja aquele velho sentimento conhecido... Aquele tal, o orgulho ferido, sabe?
Pois bem. Foi uma semana cheia de pensamentos e opressões, chororôs, conflitos, reclamações e ausências. Nada fácil pra um alguém que tem estes tipos de transtornos emocionais...
E agora, insisto, o que tenho que fazer é rever se vale a pena. Refletir se vale a pena furar o orgulho por algo que se mostra tão pouco relevante.
Mas de qualquer forma, feriram-me com a arma da maldade e da desonra, onde o criminoso apunhala sem ter qualquer conhecimento da vítima, achando estar matando a pessoa certa. Logo a mim, que sempre fui tão educado, tão paciente e bem sucedido. Duvidam das minhas qualidades de caráter agora.
Depois do barco da desconfiança e da descredibilidade, o Sr. Orgulho diz pra eu provar minha importância e publicar minha magnitude. Contudo, o Sr. Eu-lírico propõe algo de maior classe e realeza, condizente com meus princípios de pensar e agir: Sossega-te. Prova pra todo mundo que apenas não precisas provar nada pra ninguém.
Mas como já diziam os antigos, depois da tempestade vem sempre a calmaria...
Calmaria!!! Francamente!
Pode até ser que as turbulências tenham passado e a chuva afinado, mas ainda assim, não me sinto feliz... 

sábado, 6 de agosto de 2011

Suicídio

~  “O suicídio não é querer morrer, é querer desaparecer.” 
Georges Perros

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Desculpe o auê ~*



Desculpe o Auê

Eu não queria magoar você
Foi ciúme sim
Fiz greve de fome
Guerrilhas, motins
Perdi a cabeça
Esqueça!

Da próxima vez eu me mando

Que se dane meu jeito inseguro
Nosso amor vale tanto
Por você vou roubar
Os anéis de Saturno... 


(Rita Lee)
Se passo o dia sem seu carinho, me sinto sufocar ♫ 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Desabafo.



Desabafo.

E quando não se tem com quem conversar quando mais se precisa?
-- Eu calo. Eu consigo aturar por mais um tempo.
Precisei hoje desabafar. É um querer bem mais que bem-estar.
Querer poder gritar todas as dores e angústias que me ferem o peito sempre que me sinto assim...
Assim, tão sozinha. Tão vulnerável. Com a cabeça sempre a mil por hora e sem saber em quem realmente confiar.
Desabafo.
Nem com todas as pessoas com as quais divido o poder da amizade, nem com todos aqueles que me querem como alvo, não poderia estar menos triste quanto estou hoje.
Desabafo.
É um não saber em que pensar.
É um não entender o que sentir.
É um não poder falar e sorrir.
Confusão. Desentendimento.
Desabafo. Tristeza.
Inquietude. Orgulho. Rancor.
Desabafo: Vou desistir.
Desabafo: Sou tão fraca. Não consigo me sair.
Desabafo: O meu orgulho me consome, sempre que me pego pensando tanto no que não sei explicar.
Desabafo: Hoje eu precisei de alguém.
Sem o mínimo orgulho, pronta pra dizer: Oi, estou precisando ser ouvida. Não quero saber dos seus defeitos, só quero enxergar as suas qualidades. E mesmo que os tenha contados aos milhões, eu não quero enxergar. Afinal, não dizem que o amor é cego?!
Desabafo: eu disse que tudo ia mudar. A gente não percebe essa mudança, a gente nunca acredita, até que seja com a gente...
Desabafo: Falta de esperança.
Não sei até onde podemos ir, mas a mudança é um fracasso, e ela nos tornou tão diferentes...
Já não gosto desse seu jeito rude de agir.
Desabafo: Já não sei mais no que acreditar.
Desabafo: Eu acredito no melhor que as pessoas podem ter.
Mas não sei se ainda tenho esse melhor. E se é assim, se a vida me faz ter momentos assim...
Desabafo: Então eu prefiro não viver.