quinta-feira, 29 de setembro de 2011

♥

~  Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso é às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez.


Autor: Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ao meu Rafaelzinho ♥



Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais.
Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais. Quero um trabalho novo. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz. Quero dançar mais. Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Pensar mais e pensar menos. Andar mais de bicicleta. Ir mais vezes ao parque. Quero ser feliz, quero sossego, quero outra tatuagem. Quero me olhar mais. Cortar mais os cabelos. Tomar mais sol e mais banho de chuva. Preciso me concentrar mais, delirar mais.
Não quero esperar mais, quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente e só o necessário para trás. Quero olhar nos olhos do que fez sofrer e sorrir e abraçar, sem mágoa. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. Quero menos “mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais. 
“E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha"
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Fernando Pessoa ♥ 

Ao meu Rafael Rodrigues de Lima

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Contrato de Vida Nova



Nesses meus vinte e poucos anos de vida, sempre achei que tinha de tudo: uma vida quase sempre confortável, amigos verdadeiros, uma família unida e disposta a fazer qualquer sacrifício por seus membros, uma profissão, uma coragem, um Deus, uma ideia nova a cada dia, um propósito, um objetivo, e por ultimo, mas não menos importante, um amor pra ser para sempre meu.
Contudo, quando algumas situações acometem a vida das pessoas, a tendência é a de que elas se ponham a refletir mais sobre suas próprias experiências. Hoje, com esses meus vinte e poucos anos, ponho-me então a refletir sobre essa minha tal existência. TALVEZ eu tenha tido amigos verdadeiros, uma família unida e disposta a fazer qualquer sacrifício por seus membros, uma profissão, uma coragem, um Deus, uma ideia nova a cada dia, um propósito, um objetivo e um amor para ser pra sempre meu. TALVEZ até eu, por infantilidade ou cegueira, não consegui perceber tudo isso em minha volta.
O fato é que o tempo não para, mesmo que queiramos que ele congele, sobretudo o que se vê, é que os dias passam cada vez mais rápido e a esperança de se ter algo de bom para viver só se estreita mais. Portanto, tenho que dizer: não perderei mais meus segundos preciosos com coisas e/ou pessoas que não são dignas de minha atenção, e meu perfil de desistente, ora, esse perfil nem existia. Eu não sou desistente, nunca desisti, nunca fui acomodada, e tenho o máximo de orgulho em o ser e exibir.
Procura-se por pessoas para os cargos de melhor amigo, melhor amiga, colegas de trabalho, namorado, marido, Deus, pai, mãe e irmãos, e quer saber? De toda a família. Paga-se muito bem.

(Crônica, apenas uma crônica)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Entre o Sr. Orgulho e o Sr. Eu-lírico



Mora, então, na rua da amargura, alguém que não se contenta em não dizer.
Oi, eu sou o orgulho e sou o eu-lírico.
Não sei o porquê, mas mesmo depois das desculpas e de parecer estar tudo bem, continuo a não me sentir feliz. Realmente não sei. Talvez seja aquele velho sentimento conhecido... Aquele tal, o orgulho ferido, sabe?
Pois bem. Foi uma semana cheia de pensamentos e opressões, chororôs, conflitos, reclamações e ausências. Nada fácil pra um alguém que tem estes tipos de transtornos emocionais...
E agora, insisto, o que tenho que fazer é rever se vale a pena. Refletir se vale a pena furar o orgulho por algo que se mostra tão pouco relevante.
Mas de qualquer forma, feriram-me com a arma da maldade e da desonra, onde o criminoso apunhala sem ter qualquer conhecimento da vítima, achando estar matando a pessoa certa. Logo a mim, que sempre fui tão educado, tão paciente e bem sucedido. Duvidam das minhas qualidades de caráter agora.
Depois do barco da desconfiança e da descredibilidade, o Sr. Orgulho diz pra eu provar minha importância e publicar minha magnitude. Contudo, o Sr. Eu-lírico propõe algo de maior classe e realeza, condizente com meus princípios de pensar e agir: Sossega-te. Prova pra todo mundo que apenas não precisas provar nada pra ninguém.
Mas como já diziam os antigos, depois da tempestade vem sempre a calmaria...
Calmaria!!! Francamente!
Pode até ser que as turbulências tenham passado e a chuva afinado, mas ainda assim, não me sinto feliz... 

sábado, 6 de agosto de 2011

Suicídio

~  “O suicídio não é querer morrer, é querer desaparecer.” 
Georges Perros