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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Falta de Acessibilidade



Que o Brasil é um país que falta bastante coisa a gente já sabe, e por isso nem é preciso eu gastar meu tempo com isso, pois nós já sabemos na prática o que essa teoria significa... escolas e universidades sem rampas de acesso para cadeirantes e deficientes visuais é uma realidade do nosso tão verde e amarelo "país de todos".


Mas o objetivo deste post não é mostrar os problemas, como já havia dito no início, e sim buscar uma solução social para eles. Solução essa que se traduz em uma palavra: solidariedade. 
Parece que a tão famosa seleção natural de Darwin funciona mesmo, e infelizmente, nesse caso, não significa uma coisa boa: à medida em que decorre o tempo, o ser humano torna-se cada vez mais egoísta e preconceituoso, o que gera muitos conflitos. Esqueceram-se das virtudes, esqueceram-se da compaixão e o mundo caminha como está... 


"Há dias atrás, deixei meu egoísmo de lado e fui dar força a quem mais precisava, uma pessoa, que aos olhos de muitos é visto como um coitado: um cadeirante..... em pouco espaço de tempo, conheci um mundo ignorado por todos, com milhares de obstáculos impostos pelo descaso, logo percebi que as minhas próprias pernas já não eram só minhas, os passos que achava que eram meus agora são compartilhados e a cada rampa subida é uma esperança de superação contra toda forma de preconceito, para aqueles que os olham como coitados fica o recado: são apenas pessoas, no meio de tantas outras, com dificuldade de locomoção.... o objetivo não é me enaltecer, e sim mostrar uma visão ampla que antes não tinha..."
                                                                                 
                                                                               -  Claudemilson Moraes, estudante da Universidade Federal do Maranhão.


Sim, meus caros, ele explica muito bem o prazer que é ser solidário.


O segredo da vida é o saber de que nada é totalmente descoberto... Por mais que digamos: "Eu entendo como é isso...", nós realmente nunca entendemos, a não ser pela própria oportunidade de experiência. Experiência essa que para ele, serve de descoberta, tal qual deveria ser também para muitos outros ao nosso redor... Impedidos pelo egoísmo, pelo comodismo e até mesmo pelo preconceito, essas pessoas deixam de pensar no que realmente é a essência da vida: a interrelação e a compaixão para com o próximo... Ajudar à quem precisa nos faz crescer, nos dignifica, nos faz mais humanos... Nos mostra aquele tal segredo da vida: a certeza de sabermos que realmente nada é como pensamos.


LUTAMOS POR UM MUNDO MELHOR, MAS NÃO SÓ COM PALAVRAS, QUEREMOS AÇÕES!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Cotas Raciais - Qual a cor do seu pensamento ?

Pode-se ver que no canto à esquerda, os candidatos tem de informar a respeito de sua raça/cor
no momento de inscrição. O que eles querem com isso ???

Considerando-se o Brasil em que vivemos, não é de se estranhar a adoção de medidas de ações afirmativas, planos governamentais cujo objetivo é minimizar a discriminação dentro do país.
Um exemplo de ações afirmativas são as cotas raciais. Elas funcionam de modo a incluir em empresas e universidades, pessoas de raças negra e indígena, reservando um percentual de suas vagas para este fim.
Tendo em vista que essas medidas são formas de “solução” temporária, há de se convir que elas não resolvem ou destroem o preconceito e a discriminação raciais, mas viabilizam a inclusão social das pessoas que sofrem com isso.
Sou a favor das cotas raciais para as empresas, uma vez que a decisão de contratação cabe somente ao empregador, que em muitos casos, além de usar como critério de seleção os requisitos básicos profissionais (currículo), faz juízo de valor à raça e à cor do candidato, o que acaba por pesar em sua escolha.
Contudo, ponho-me contra as cotas raciais das universidades, pois a cor ou a raça do candidato não é um critério de seleção, ou melhor, não deveria ser, pois como muitas vezes foram mencionadas, todas as raças têm a mesma capacidade de discernimento, colocando-as no mesmo nível de poder de aprendizado.
Porém, o que faz a diferença é como essa capacidade será desenvolvida. É notório que principalmente por uma série de fatores ligados à história brasileira, a base estamentária* é pobre e descendente negra, que por característica do sistema econômico capitalista, é também a maioria da população. Por isso, pode-se dizer que a população denominada negra (fenotipicamente falando) tem menos oportunidades que a população denominada branca, que, mais uma vez, por consequência histórica, forma a minoritária elite de grandes empresários e políticos.
O próprio sistema de cotas raciais das universidades acaba por tornar-se um complexo exemplo de discriminação, pois além de segregar a raça negra, como se esta fosse inferior, afasta a branca da ideia de raça. Por outro lado, cria erroneamente a ideologia de que os caucasianos são a normalidade e que os afrodescendentes são os casos especiais. De uma forma ou de outra, as cotas raciais representam discriminação simultânea, para os negros e para os brancos.
Então, o que melhor se encaixa, não são as cotas raciais, que remediam uma vida de exclusão, mas a implantação de cotas sociais que levem em conta o “poder” aquisitivo dos estudantes, abrangendo maior parte da nação, que como já se sabe, é pobre, ao contrário das cotas raciais para negros e indígenas, que prioriza apenas uma parte da população e discrimina a outra.
*Estamentária: Derivada de estamentos, segregação da população em classes sociais.



Preconceito Racial - Fora de moda!





Talvez não seja tão perceptível, mas a discriminação por raça e/ou cor ainda é muito presente no país. É como se fosse herança genética o preconceito que circula de geração para geração, camuflado, disfarçado dentro das pessoas, levando-se em conta que é uma pré-denominação criada inevitavelmente por cada um de nós.
Sim, CADA UM DE NÓS! Contudo, cabe também a cada um de nós, remediarmos esse mal que nos assola e prevenirmos os nossos filhos dele, vacinando-os com doses de valores de respeito e igualdade social.
O preconceito racial cada vez mais camufla-se dentro das pessoas, fazendo-as apenas PENSAR, antes de fazer uso de termos e ações discriminatórias contra o outro. Mas não é isso o que se quer. Não é o disfarce, mas a transformação. Não apenas o comportamento, mas as ideias que o regem. Enfim, não apenas a mudança do exterior, mas da essência.
Contudo, isso é o mais difícil. Parece até clichê, mas a única saída para a cura do preconceito e discriminação é a conscientização. O que faz a diferença, sim, é o modo de com se dará tal proeza. Mas o ponto de partida é também uma palavra-chave: amor. Em seguida, na caminhada, encontramos também a solidariedade, o fim do egoísmo e do individualismo, a preocupação com o próximo e a compaixão, e então saberemos o significado de respeito. 





Pratique a desintoxicação do preconceito!